Viajamos pelas montanhas e colinas dos Himalaias Indianos onde vamos buscar as nossas Pashminas e Caxemiras.

Trabalhamos com a 4ª geração de uma família, que a elas se dedicou de alma e coração. Samir, o filho mais velho, recebe-nos sempre com um chá típico da região de Caxemira, doce e com especiarias e a conversa alonga-se pela tarde fora. Aqui, o negócio é feito de maneira diferente, sem pressas e com a atenção que estas echarpes exclusivas merecem.

Além desta família, trabalhamos ainda com uma cooperativa de mulheres de uma zona dos Himalaias onde, tradicionalmente, não se produziam Pashminas e Caxemiras. As echarpes e mantas que lhes compramos são diferentes, mais grossas e de côr natural.

A origem da Pashmina e da Caxemira

O nome Caxemira ou lã de Caxemira, não se deve ao facto de esta apenas ser produzida na região de Caxemira pois, existem manadas de cabras um pouco por todos os Himalaias. Deve-se sim, ao facto de durante muitos anos, esta ter sido fiada e tecida apenas em Caxemira, o único sítio onde existiam artesãos capazes de utilizar esta fibra tão fina.

Este tipo de lã, é proveniente de várias subespécies de cabras, que vivem em grandes rebanhos nos Himalaias Indianos, Tibetanos e Nepaleses. Mais recentemente e devido à grande procura mundial, têm sido introduzidas populações em zonas da Mongólia e da China, que possuem as mesmas características do habitat original das cabras.

Dentro da lã de caxemira existe ainda uma subclassificação a ter em consideração, a Pashm. Esta palavra de origem Persa/Farsi, designa um tipo de lã produzida apenas pelas cabras Changthangi ou Tibetanas, no inverno e quando habitam a mais de 4000m. Pashmina é o nome dado às Echarpes e texteis produzidos a partir da Pashm.

A alimentação escassa e as baixas temperaturas que se fazem sentir a estas altitudes, fazem com que as cabras produzam uma sub-camada de lã na zona da barriga e garganta, para as protegerem do frio e evitarem perdas desnecessárias de energia.

Diferenças entre a Caxemira e a Pashmina

Pashmina

Caxemira
  • Produzida apenas a partir da sub-camada de lã das cabras Changthangi que habitam mais de 4000m de altitude.
  • É mais fina e macia que a Caxemira.
  • Muito difícil de fiar pois, é uma fibra muito fina.
  • O diâmetro varia entre 10 e 16 mícron.
  • Uma vez que apenas é utilizada a lã da sub-camada destas cabras e que cada uma produz apenas de 80 a 170g, é mais difícil de encontrar.
  • Produzida a partir da sub-camada de  lã de várias sub-espécies de cabras que habitam a altitudes normais.
  • É menos fina e macia que a Pashmina.
  • Como é mais grossa, é mais fácil de fiar.
  • O diâmetro varia entre 16 e 19 mícron.
  • Uma vez que é utilizada lã da sub-camada de várias espécies de cabras que a produzem em quantidades consideráveis, é mais fácil de encontrar.

 

Instruções de limpeza e secagem

Para manter o aspecto original da sua Echarpe deve lavá-la à mão ou a seco. Nunca a lave à máquina!

Se optar por lavá-la à mão, use água fria, não a deixe de molho e use champô de bebé ( Ex: champô Johnson) pois este, tem na sua constituição proteínas que vão fortalecer as fibras de lã. Nunca use detergentes normais ou amaciadores de roupa.

Comece por encher um recipiente com água fria limpa e mergulhe a caxemira durante alguns minutos.  Depois, tire a caxemira e junte à água um pouco de champô, misture bem e volte a colocar a caxemira dentro de água. A Echarpe tem que ser tratada com delicadeza para não perder a sua forma original, não a esfregue, apenas faça com que a água passe por todas as zonas da Echarpe.

No caso de a sua Echarpe ter uma nódoa, é preferível lavá-la a seco.

Após a lavagem, não torça a sua Echarpe! Enrole-a numa toalha limpa para tirar o excesso de água e deixe-a secar numa superfície plana onde não apanhe Sol. Nunca a deixe amarrotada enquanto molhada.